Carapicuíba foi apontada como a segunda cidade do estado de São Paulo a aderir ao Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, segundo notícia publicada pela prefeitura em 6 de fevereiro de 2013. A iniciativa envolveu a coleta de informações sobre áreas mapeadas no município.
O plano foi lançado em agosto de 2012 pela presidente Dilma Rousseff. Em novembro daquele ano, técnicos do Serviço Geológico do Brasil, vinculado ao Ministério de Minas e Energia, visitaram Carapicuíba para levantar dados, conforme a prefeitura.
A Coordenadoria de Defesa Civil de Carapicuíba participou do trabalho com os técnicos do Serviço Geológico do Brasil. O levantamento identificou seis áreas classificadas como de risco alto e muito alto, associadas à ocupação irregular, a moradias às margens de córregos e a fenômenos naturais.
Segundo a prefeitura, os dados seriam reunidos em um banco para apoiar alertas sobre temporais e outras catástrofes climáticas. A notícia também trata de medidas de prevenção e resposta a emergências, além de informar que o plano nacional previa R$ 18,8 bilhões em recursos até 2014.
Mapeamento identificou seis áreas de risco alto e muito alto
Entre os pontos listados pela prefeitura estão Vila Cristina, na Comunidade da Fábrica e na Rua Porto Rico, e Jardim Veloso, na Avenida Jatobá. O levantamento também incluiu a Vila Municipal, na Avenida Rui Barbosa, próximo ao KM 21 da CPTM.
Outros locais mapeados foram a Vila Silviânia, nas proximidades do Córrego Cadaval, e o Conjunto 120 Casas, na Rua das Palmeiras. A relação se completa com o Jardim Ana Estela, na Rua Redenção da Serra.
A ação emergencial tinha como finalidade delimitar áreas sujeitas a inundações e propor medidas preventivas diante de chuvas intensas. Conforme a prefeitura, o mapeamento considerou fenômenos relacionados a desastres naturais observados no município.
O trabalho também tratou de locais propícios a enchentes, deslizamentos de terra e inundações. Técnicos da Defesa Civil receberam capacitação para realizar periodicamente o mapeamento e o gerenciamento desses pontos.
Recomendações preventivas e recursos do plano nacional
As medidas de gestão de riscos em Carapicuíba incluíam monitoramento constante de áreas sujeitas a deslizamentos ou inundações. A prefeitura também apontou a instalação de equipamentos apropriados, quando necessária, associada a um sistema de alerta.
Entre as recomendações estavam o controle do uso do solo e a proteção ambiental das margens de rios e encostas. A recuperação da vegetação nesses locais e nas margens de cursos d’água foi proposta quando fosse possível.
A prefeitura também previa ações de educação ambiental sobre o descarte e o acúmulo de lixo em encostas, margens e canais de cursos d’água. O documento recomendava adequar a limpeza urbana e os mecanismos de coleta e descarte à Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010.
Para emergências, as recomendações incluíam um plano de contingência e o envolvimento contínuo de moradores, associações de bairros e lideranças comunitárias, inclusive por meio de palestras. O prefeito Sergio Ribeiro afirmou que a articulação com o Governo Federal tinha como objetivo salvar vidas, evitar fatalidades e ampliar a segurança da população.


